quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Vergonha Alheia"!

Desde muito cedo, meados de Agosto em Alagoas, o MCCE - (Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral), coordenado por Antônio Fernandes da Silva, vulgo "Fernando CPI", e também, tendo como um de seus coordenadores o Advogado, Adriano Argolo. Vem juntamente com estudantes, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais, reorganizando os manifestos intitulados "Fora Collor". Que, segundo seus articulados comandantes, ações estas, "intuindo" apenas com a proposta de dizer à todos, não só os Alagoanos, como também ao Brasil, que tem gente preocupada com a candidatura do Senador Collor, que representa um retrocesso muito grande para Alagoas. E ressaltando, que ainda neste ano, não necessariamente nas eleições,  fará também "um repúdio aos candidatos acusados de assassinatos que disputaram as eleições de 2010”.




MCCE - Maceió/AL.

O que me deixa mais a beira do abismo socialmente e politicamente falando, é que o MCCE e seus acompanhantes, seguidores e simpatizantes, que, diga-se de passagem, já não são tantos, parecem ter desatentado, que vivemos em um País laico, regido por Leis. Que bem, ou mal feitas, nos dão o direito da legítima e ampla defesa estabelecendo-se o "Princípio do Contraditório". Dos quais, Collor de Mello, foi absolvido, pela mais alta Corte de Justiça do nosso País.
  
É inegável, se puxarmos a memória, ou pesquisarmos o que houve de fato na época, que, se tratando dos pedestais éticos da Administração Pública, de certo modo, houve alguns equívocos temerários, que foram decisivos para a derrocada de Collor da Presidência da República. Mas erros que ele pagou, e juridicamente falando, adimpliram "Injustamente", porque não há como despedirmos um empregado que automaticamente pediu demissão. Foi o caso do suposto Impeachment, aos 45 (quarenta e cinco) do segundo tempo, Collor, por seu acadêmico apreço a Democracia, escreveu uma carta ao Senado se demitindo, ou seja, renunciou o cargo antes do pedido Oficial de sua saída. O que não configura um Impeachment, e nos deixa a pairar, que o título de Presidente "Impeachmado", não passa de um mero pseudônimo politico!

Esses, por sua vez, são alguns momentos da história Politica do nosso País, que de jeito ou maneira, não há de se obscurecer nem com a ação do tempo. Basta que nos debrucemos a uma relevante e lasciva sondagem histórica.

O que creio, é que a sociedade não deve, e jamais deverá de se agachar ao que há de errado. Mas, o que não podemos, é sair às ruas aos urros "inecoantes", para servir de massa de manobra ou como parlapatões desses movimentos aparentemente alugados, eivados, viciados de má fé. Devemos ter o poder do discernimento, para peneirar, sanar esse tipo de lação contra a democracia e a favor de factoides. Pois, nem sempre o grito das ruas, é o representante legal da verdade. Lembrem-se do Holocausto!

Agora, filosofo eu; - Será que aqueles populares, transvestidos de "estudantes" sabem ao menos o que estão fazendo ali? E, já que o MCCE estaria tão preocupado com o gerúndio politico de nosso estado, sob alegação de não querer entregar as rédeas do poder a alguém de passado duvidoso. Porque não, se manifestar contra o Ex-Governador Ronaldo Lessa e, suas contra-acusações recentes, como a feita pelo então Governador "honestamente, nunca se matou tanto", do rombo de R$ 480 milhões que Lessa deixou aos cofres de nosso estado? 

Essa é uma boa satisfação para recepcionarmos! Já que como cidadão, conto com a conduta proba dos movimentos sociais Alagoanos.
  
Além de não crer que o MCCE passe de (Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral) à inexpressivo (Movimento de Combate ao Collor nas Eleições)!